Bryce Menzies Silk Way
Em oito etapas cumpridas, a regra do Silk Way Rally 2017 tem sido o domínio da Peugeot. A excepção chama-se Bryce Menzies, que ofereceu à Mini a única vitória registada

A EXCEPÇÃO NO SILK WAY RALLY

In Desporto by Alexandre CorreiaLeave a Comment

Foi preciso esperar pelo sétimo dia para assistirmos à vitória de um dos adversários da Peugeot no Silk Way Rally 2017. Por apenas 6 segundos, Bryce Menzies foi o autor desta proeza, levando o seu Mini John Works Cooper a bater os Peugeot 3008 DRK de Cyril Despres e de Sébastien Loeb. Mas esta foi mesmo uma excepção à regra, pois já este sábado, a primeira etapa na China foi de novo ganha por um Peugeot. Nos 250,37 quilómetros do primeiro sector selectivo com areia, coube a Sébastien Loeb vencer, assegurando a quarta vitória com o 3008 DKR Maxi, em oito etapas!

No momento em que a prova chega a meio e acabou de cruzar as portas da China, não se pode ainda falar em vencedores finais, pois restam seis etapas por cumprir e as primeiras dunas acabaram de surgir, apenas algumas, ao longo de não mais de 40 quilómetros.

Mas se considerarmos que Sébastien Loeb conta já com mais de uma hora de avanço – precisamente 1h08m.41s. – e que é seguido pelo Peugeot 3008 DKR do seu colega de equipa Cyril Despres, apostar em novo triunfo da marca francesa não parece ser uma jogada arriscada.

Vencedor em 2016, Cyril Despres tem tido este ano um desempenho bastante mais discreto: em oito etapas, foi somente o mais rápido numa delas. Exactamente aquela em que Stéphane Peterhansel capotou e se atrasou irremediavelmente, tal como aconteceu há um ano, quando ao ficar de rodas para o ar deixou o caminho livre para Despres se posicionar na dianteira e conquistar aquela que é ainda a única vitória ao volante de um automóvel.

O mais directo adversário de Despres é Bryce Menzies, piloto que tem sido uma revelação nesta prova, onde até agora se evidencia por ser não só o mais rápido dos pilotos que conduzem os Mini John Works Cooper oficiais, como também por ter sido o único a conseguir quebrar o monopólio de vitórias em etapas dos Peugeot.

Logo na primeira etapa, à saída de Moscovo, Bryce Menzies pareceu mostrar que havia que contar com ele para a discussão dos lugares cimeiros. Este jovem norte-americano surpreendeu ao ser desde logo o mais rápido, depois dos três pilotos da Peugeot, batendo com o seu Mini John Works Cooper o do saudita Yazeed Al-Rajhi. Mas Menzies passou do melhor ao pior e esta semana mostrou que há que contar com ele, mas não será para já.

E se é certo que o “miúdo”, como lhe chamam alguns dos seus mais directos adversários, muito embora esteja quase a festejar 30 anos, venceu a sétima etapa, a verdade é que o sucesso de Menzies foi mesmo à justa: conseguiu bater o Peugeot 3008 DRK de Cyril Despres por somente seis segundos.

Na sexta etapa as coisas não tinham corrido bem piloto de Las Vegas, que desde 2011 compete regularmente nas provas de todo terreno dos EUA e que há um ano se notabilizou por ter estabelecido um novo recorde mundial para o voo mais longo ao volante de um 4×4: aterrou depois de 155,6 metros no ar!

O atraso anterior fez o Mini de Bryce Menzies arranca para a sétima etapa atrás de Despres, a quem também a vida tinha corrido pior que o costume na sexta etapa (ganha por Stéphane Peterhansel…) e terá sido “à boleia” do francês que o homem da Mini conseguiu chegar ao sucesso.

Bryce Menzies

Quase a festejar 30 anos, Bryce Menzies tem sido uma das revelações do Silk Way Rally 2017. Está na luta pelo terceiro lugar!

Menzies a pensar em voos mais altos

O mais directo adversário de Despres é Bryce Menzies, piloto que tem sido uma revelação nesta prova, onde até agora se evidencia por ser não só o mais rápido dos pilotos que conduzem os Mini John Works Cooper oficiais, como também por ter sido o único a conseguir quebrar o monopólio de vitórias em etapas dos Peugeot.

Logo na primeira etapa, à saída de Moscovo, Bryce Menzies pareceu mostrar que havia que contar com ele para a discussão dos lugares cimeiros. Este jovem norte-americano surpreendeu ao ser desde logo o mais rápido, depois dos três pilotos da Peugeot, batendo com o seu Mini John Works Cooper o do saudita Yazeed Al-Rajhi. Mas Menzies passou do melhor ao pior e esta semana mostrou que há que contar com ele, mas não será para já.

E se é certo que o “miúdo”, como lhe chamam alguns dos seus mais directos adversários, muito embora esteja quase a festejar 30 anos, venceu a sétima etapa, a verdade é que o sucesso de Menzies foi mesmo à justa: conseguiu bater o Peugeot 3008 DRK de Cyril Despres por somente seis segundos.

Na sexta etapa as coisas não tinham corrido bem piloto de Las Vegas, que desde 2011 compete regularmente nas provas de todo terreno dos EUA e que há um ano se notabilizou por ter estabelecido um novo recorde mundial para o voo mais longo ao volante de um 4×4: aterrou depois de 155,6 metros no ar!

O atraso anterior fez o Mini de Bryce Menzies arranca para a sétima etapa atrás de Despres, a quem também a vida tinha corrido pior que o costume na sexta etapa (ganha por Stéphane Peterhansel…) e terá sido “à boleia” do francês que o homem da Mini conseguiu chegar ao sucesso.

Cyril Despres Silk Way

O Silk Way é uma prova de fortes memórias para Cyril Despres. Venceu em 2016, mas este ano ainda só ganhou uma etapa e prossegue no segundo posto

Adeus às estepes do Cazaquistão

A etapa que fez as despedidas do Cazaquistão e das estepes, entre Urdzhar para Karamay, com apenas 412,9 quilómetros, tinha várias secções com erva muito alta. Os pilotos que arrancaram à frente, como foi o caso de Stéphane Peterhansel e de Sébastien Loeb, tiveram de, literalmente desbravar caminho. Pela inversa, tanto Despres como Menzies, que arrancaram bastante atrás, já depois da passagem de inúmeros camiões, encontraram o caminho limpo e perfeitamente visível.

Irremediavelmente atrasado, depois de ter capotado diversas vezes na quarta etapa, Stéphane Peterhansel sacrificou-se à partida desta etapa, arrancando lentamente para esperar que Loeb o alcançasse, de modo a acompanhá-lo no decurso do sector selectivo, escoltando o comandante, para o que desse e viesse.

Já na primeira etapa em território chinês, Peterhansel foi o quarto mais rápido, claramente por seguir a “vigiar” Loeb, pronto para desmontar o seu carro se for necessário ceder quaisquer elementos para uma eventual reparação em plena pista.

Contando já com quase três horas e meia de atraso relativamente a Sébastien Loeb, Peterhansel ocupa nesta altura um modesto 14º lugar absoluto. Na quinta etapa, depois do seu Peugeot ter sido recuperado, Peterhansel voltou a perder quase uma hora devido a problemas com um amortecedor e embora tivesse sido o mais rápido na sexta etapa, já não tem possibilidades de chegar sequer ao último dos lugares de honra.

Entre Peterhansel e Bryce Menzies há uma diferença quase duas horas. Não é preciso dizer mais nada…

Stéphane Peterhansel

Conformado com o atraso irreversível depois do seu acidente, Stéphane Peterhansel voltou a ganhar uma etapa, mas agora o seu papel é o de escoltar os seus colegas da Peugeot

Terceiro lugar em aberto

Pela inversa, o norte-americano tem bons motivos para estar preocupado, pois o terceiro lugar que ocupa à chegada a Urümqi, capital da região autónoma de Xinjiang, está longe de consolidado!
O Mini John Works Cooper de Menzies somente dispõe de 10 minutos e 27 segundos relativamente ao buggy Geely SMG de Han Wei. Por seu turno, o piloto chinês tem somente 21 segundos de vantagem sobre o buggy Baïcmotor do francês Christian Lavieille. E se entre estes dois últimos o duelo não podia estar mais aceso, a luta entre Wei e Lavieille vai levá-los a não dar tréguas, o que também deixará o norte-americano da Mini debaixo de “fogo”.
Quanto aos homens da frente, se daqui até Xian, onde o Silk Way Rally 2017 termina dentro de uma semana, se algo acontecer ao Peugeot 3008 DKR Maxi de Sébastien Loeb, ainda “sobra” o de Cyril Despres para garantir nova vitória à marca francesa.

Dmitry Stonikov Kamaz

Nos primeiros dias, o Kamaz andaram a passear. Mas depois da capital do Cazaquistão, tomaram conta da corrida dos camiões, que é liderada pelo jovem Dmitry Stonikov

Kamaz adianta-se nos pesados

Até à capital do Cazaquistão, os homens da Kamaz mantiveram um desempenho surpreendente, de tão arredado dos lugares da frente. Mas talvez isso não tenha sido inocente, pois sabendo-se que o Silk Way Rally é organizado por Vladimir Chagin, o piloto que mais vezes venceu a categoria de camiões no Rali Dakar e que é ao mesmo tempo o responsável pela equipa da Kamaz, se “os seus pilotos” se destacassem de imediato, poderia levantar-se algum mal-estar.

Assim, nas primeiras etapas quase todas as equipas tiveram direito aos seus momentos de glória. O que mais se destacou foi o checo Martin Kolomy, que venceu várias etapas com o seu Tatra, alternando por duas vezes na liderança. Depois, enquanto os Iveco e os Renault se afundavam na classificação, ao conhecerem sucessivos problemas, Kolmy foi-se mantendo à frente, até começar a ser sistematicamente batido pelos Kamaz.

Com oito etapas completadas, a liderança entre os camiões é dividida entre dois Kamaz e o Tatra de Kolomy, que conta com 20 minutos e 26 segundos de atraso relativamente ao comandante. Na frente está o jovem Dmitry Sotnikov, que não dispõe senão de nove minutos e 54 segundos de avanço sobre o seu companheiro Anton Shibalov.

Sébastien Loeb

A meio da corrida, Sébastien Loeb soma mais de uma hora de avanço sobre o seu colega de equipa Cyril Despres. Ganhou metade das etapas até aqui, mas a corrida só termina em Xian

Quatro camiões entre os 10 primeiros

Também sem surpresa, nesta fase da prova, em que o percurso chegou ao meio, se observarmos atentamente a classificação, entre os dez melhores classificados em termos absolutos encontramos quatro camiões. Para quem ainda pudesse ter algumas dúvidas quanto à competitividade dos camiões de corrida em todo terreno, este resultado é elucidativo…

O Kamaz de Sotnikov está no sexto lugar da classificação geral, seguindo-se o do seu companheiro de equipa Shibalov. O Tatra de Kolomy é o oitavo e no nono posto temos ainda mais um Kamaz, o de Airat Mardeev. A título de curiosidade, adiantamos que o lote dos dez melhores em termos absolutos é fechado com o chinês Young Zhou, ao volante de uma Toyota Hilux Overdrive. Antigo colega de equipa de Carlos Sousa, quando o piloto português defendeu as cores da Great Wall, Zhou está a apenas três minutos do camião de Mardeev, mas não conta senão com 40 segundos de vantagem sobre o buggy Ford do italiano Eugénio Amos. Portanto, ainda temos muita corrida pela frente!

Texto: Alexandre Correia
Fotos: D.R.

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