Elisabete Jacinto desolada
A terceira das 12 etapas do África Race foi a última que Elisabete Jacinto disputou nesta edição. O diferencial dianteiro partido impediu-a de prosseguir na corrida!

ACABOU A CORRIDA PARA ELISABETE JACINTO…

In Desporto by Alexandre CorreiaDeixe um comentário

“Não há nada a fazer” – foi com estas palavras que Jorge Gil, o director da equipa Bio-Ritmo, confirmou o abandono de Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho nesta 10ª edição do África Race. Acabou a corrida para Elisabete Jacinto, depois de cumpridas apenas três jornadas. E quando as perspectivas eram cada vez melhores, Elisabete Jacinto desistiu…

Ainda faltam quase 5000 quilómetros e dez dias para que a caravana do Africa Eco Race chegue a Dakar e desfile entre a capital senegalesa e o Lago Rosa, percorrendo as duas dúzias de praia entre um ponto e outro. Mas este ano, pela segunda vez seguida, haverá uma falta notável neste desfile de consagração. Faltará o camião de Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho. Esta tripla conheceu ontem a alegria e a desilusão. A caminho de Assa, no decurso da terceira etapa, chegaram a rodar consistentemente como os segundos mais rápidos e acreditavam numa espectacular recuperação quando, já próximo do final, se partiu o diferencial dianteiro e o MAN transformou-se num mero camião de tracção atrás. Perdendo mais de duas horas para os mais rápidos, o MAN dos portugueses, apesar de tudo somente desceu uma posição na classificação absoluta, mantendo-se posicionados em quintos dos camiões. O problema foi que dispunham de um diferencial de substituição em Casablanca, mas esses cerca de 1000 quilómetros de distância não tornavam possível que este material chegasse a Assa a tempo de ser instalado e, ainda assim, permitir que a equipa arrancasse para a quarta etapa, que está agora a decorrer, até Fort Chacal, na costa atlântica do Sahara Ocidental. “Ainda para mais, esta é a etapa mais longa da prova, com 497 quilómetros cronometrados onde se incluem diversos sectores de areia e uma cadeia de dunas” – explicou Jorge Gil, adiantando que “era uma autêntica loucura partir sem dispormos de tracção integral. Daí a decisão de abandonarmos”. Para o director da equipa de Elisabete Jacinto, regressar desde já para Portugal “seria ainda mais duro, pelo que decidimos prosseguir extra-competição e estamos empenhados em chegar a Dakar, mesmo que fora de prova”. Entretanto, se ontem foi uma jornada triste para Elisabete Jacinto e os seus companheiros, também houve motivos de alegria entre os “motards” portugueses, já que Luís Miguel Oliveira foi o segundo mais rápido da jornada, onde a sua Yamaha ficou a apenas 26 segundos da KTM do italiano Paolo Ceci, que ao vencer a tirada conseguiu também tornar-se no novo líder da corrida, agora com um minuto e 26 segundos de avanço sobre a KTM do norueguês Pal Anders Ullvalseter. Em termos absolutos, Luís Miguel Oliveira é o terceiro e Rui Oliveira mantém o quarto posto. João Rolo, por sua vez, ontem melhorou quarto posições, estando agora no 24º posto! Nos automóveis, a vitória na terceira etapa foi conseguida pelo buggu de Mathieu Serradori, mas Vladimir Vasilyev continua na frente e o seu Mini mantém uma vantagem de cerca de sete minutos…

A etapa final de Elisabete

O melhor e o pior num só dia: o MAN de Elisabete Jacinto chegou a ser o segundo mais rápido ontem, mas o diferencial dianteiro partiu-se antes de chegarem a Assa e já não podem continuar em prova. Tentarão chegar a Dakar “extra-competição”…

Texto: Alexandre Correia
Fotos: Aifa/Jorge Cunha

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