Elisabete Etapa 1
Com três etapas decorridas, já lá vão quase 1600 km deste 10º África Eco Race e Elisabete Jacinto segue em bom ritmo…

JÁ LÁ VÃO QUASE 1600 KM DE ÁFRICA RACE

In Desporto by Alexandre CorreiaDeixe um comentário

São cerca de 6500 quilómetros desde Nador, na costa oriental mediterrânica de Marrocos, até Dakar, a capital senegalesa, onde a caravana do África Race está prevista chegar no dia 14 de Janeiro. Trata-se da décima edição desta corrida, dirigida por duas das figuras mais lendárias do “velho” Rali Dakar: René Metge, que é o director de prova, e Jean-Louis Schlesser, que é o patrão da organização. Ambos prometem uma grande corrida, que seja ainda uma profunda homenagem a Thierry Sabine, o carismático criador do “Dakar”.

Nesta altura, em que se completa a terceira etapa, de um total de 12, a grande maratona africana ganha cada vez mais ritmo. Bio-Ritmo, dirão Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho, que têm vindo a progredir gradualmente na classificação com o MAN vermelho e amarelo. Ainda entre os portugueses, registe-se o excelente desempenho das Yamaha de Luís Miguel Oliveira e de Rui Oliveira, que esta manhã arrancaram o terceiro e quarto lugares absolutos. Bem mais atrasado, prossegue João Rolo, que está no 28º posto das motos, com uma KTM.

A primeira etapa, com um curto sector selectivo de somente 92 quilómetros, não trouxe surpresas ao camião com as cores portuguesas. O percurso cronometrado caracterizava-se por alguma dureza e dificuldades de navegação, nomeadamente pelos constantes cruzamentos e por implicar descobrir pistas que nem sempre eram visíveis de modo evidente. Nada disso foi complicado para José Marques, o experiente navegador de Elisabete Jacinto. Todavia, ao fim de poucos quilómetros o MAN alcançou o camião que os antecedia e ultrapassar o Tatra de Tomas Tomecek revelou-se uma tarefa ingrata, que fez a piloto portuguesa perder bastante tempo submersa na poeira levantada pelos rodados do camião checo. “O problema foi nosso, digamos assim, pois o nosso aparelho do sistema Sentinel, que accionamos para alertar o veículo precedente que foi alcançado por outro mais rápido, não funcionou”, explicou Elisabete Jacinto, que completou a etapa de abertura no quinto posto entre os camiões, posicionando-se no 15º lugar em termos absolutos, se considerarmos os automóveis e os camiões.

Já na segunda etapa, ao mesmo tempo as as motos dos portugueses Luís Miguel Oliveira e Rui Oliveira se adiantavam, colocando-se entre os primeiros, o camião de Elisabete Jacinto conheceu algumas dificuldades, que se reflectiram na chegada a Foum Zguid. Cerca de 40 minutos com o MAN plantado nas areias do Erg Chebi implicaram a perda de alguns lugares em termos absolutos, caindo para o 19º posto, muito embora tenham melhorado uma posição ao nível dos camiões.

Elisabete Erg Chebi

As areias do Erg Chebi foram novamente complicadas para o MAN dos portugueses Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho. Mas a recuperação foi imediata!

Assinale-se que à partida para Assa, esta manhã, a classificação dos automóveis era liderada pelo Mini do russo Vladimir Vasilyev, cujo Mini All4 Racing já se adiantou quase sete minutos e meio ao buggy LCR30 de Mathieu Serradori. Nos camiões, o melhor desde a partida é igualmente o Iveco do holandês Gerard De Rooi, que já conta com uma hora e um minuto de vantagem sobre Tomas Tomecek, em Tatra.

Texto: Alexandre Correia
Fotos: Aifa/Jorge Cunha

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