AudiOffroadExperience-2

AUDI OFF-ROAD EXPERIENCE

In Passeios by Alexandre CorreiaLeave a Comment

A RECEITA PARA UM FIM DE SEMANA “GOURMET”

Agora que está tão na moda empregar-se este francesismo, recorremos também à expressão gourmet para classificar o longo “menu de degustação” que servimos neste último fim-de-semana, no âmbito de mais uma Audi Off-Road Experience. Tome nota da receita e, se puder, faça você mesmo, salvaguardando as proporções para uma dose individual, porque esta foi colectiva.

Juntem-se duas dúzias de veículos da Audi, bem fresquinhos e todos escolhidos entre as gamas Q e allroad, perfeitamente aptos a aventurar-se além do asfalto, adicione cerca de seis dezenas de pessoas, transbordantes de entusiasmo, com muitas crianças à mistura, envolva-as umas com as outras e distribua pelos carros.

Deixe marinar suavemente duas noites num hotel de luxo, e sacuda tudo em três dias intensos, a percorrer trilhos e caminhos pelo Alentejo, num traçado desenhado entre Vila Viçosa, Monsaraz e Elvas, tendo o rio Guadiana como pano de fundo. Tempere com uma generosa selecção de pratos alentejanos cozinhados com excelência e molhe com bons vinhos, entre tintos e brancos, sem esquecer muita água, para hidratar, e uns quantos cafés, para despertar. Sirva nestes cenários e o resultado é de comer e chorar por mais.

DE VILA VIÇOSA ÀS VINHAS DA CAVALERA, NUM DIA “REGADO” A ERVIDEIRA

Certo, certo é que os vinhos que provámos no decurso da Audi Off-Road Experience Alentejo/Guadiana 2016 não vieram destas vinhas, que a caravana cruzou logo nos primeiros quilómetros do percurso inicial, pouco após a saída de Vila Viçosa.

Os vinhos que nos alegraram as refeições e alguns bons momentos desta jornada foram todos produzidos pela Ervideira e escolhidos a dedo para nós pelo seu enólogo, Nelson Rolo, também ele um entusiasta pelo todo terreno, cuja paixão compete com a de produzir vinhos. E que vinhos, pois terminámos o sábado provando-os um a um, na casa que a adega da Ervideira abriu no coração da vila amuralhada de Monsaraz, onde fomos amavelmente recebidos pelo incansável Duarte, o próprio patrão, acrescente-se, sempre de sorriso rasgado e piada fácil, que nos deixou todos com os músculos da cara doridos, de tanto rir.

Não, não pensem já que saímos de lá todos bêbados, até porque ainda tivémos de conduzir. Rimos até nos doer a cara pela piada das constantes anedotas que Duarte foi contanto, entre mais uma “pinga” de Conde de Ervideira, ou do raro “Antão Vaz” de Colheita Tardia, que somente é colhido quando as uvas, desta casta alentejana, já estão, literalmente, a apodrecer na videira.

Divertidas, mas picantes, como se fosse para contrastarem com os vinhos, estas anedotas ficam para ser contadas, não aqui, mas em privado, à volta de amigos, como no dia seguinte, no almoço de despedida, que também terminou com um grande vinho, para levar para casa: o já famoso Vinho da Água, uma reserva especial da Ervideira, um tinto que estagiou alguns meses sob as águas da barragem de Alqueva, a temperatura constante natural e na mais absoluta escuridão, recebendo um “tratamento de Spa” que o refinou e tornou único.

E como um vinho acompanha ainda melhor com outras iguarias, escolhemos um belo queijo de cabra e um não menos excepcional “puro doce de figo”, que entendemos serem um dueto perfeito para degustar com este Vinho da Água, que todos os participantes nesta Audi Off-Road Experience levaram para casa, para mais tarde recordarem.

ESPREITAR OLIVENÇA DESDE AS MURALHAS DE JUROMENHA

Para aliviar o peso de um almoço à antiga portuguesa, providenciámos uma paragem “estratégica” junto às ruínas de Juromenha, a velha fortaleza por onde até os romanos passaram, antes dos mouros e dos portugueses, e dos castelhanos até, que a invadiram por diversas vezes, até com franceses à mistura.

Do alto destas paredes carregadas de história, espreitámos o Guadiana e a mancha urbana de Olivença, ao fundo, enquanto nos sentíamos a digerir um magnífico Cozido de Grão à Alentejana, servido como não há outro, na Adega dos Ramalhos, no Alandroal.

Foi mesmo um almoço daqueles em que parece que ficamos colados às cadeiras e confundimos o movimento de levar o garfo à boca com um exercício de musculação no ginásio, Por isso mesmo, tivémos de caminhar um pouco para despertar melhor outros sentidos, antes de prosseguirmos Alentejo abaixo, retomando a marcha pelos caminhos poeirentos que nos levaram para o sul.

Partilhe este artigo