A corrida terminou mais cedo

O Morocco Desert Challenge terminou ao final desta manhã. A vitória foi discutida num renhido duelo até ao final. Mas para os portugueses Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro, a corrida terminou mais cedo. A Toyota Hilux do Team PRF terminou a penúltima etapa; mas esta manhã não estava em condições de arrancar para a tirada final…

Foi uma semana especialmente intensa para os portugueses Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro. A dupla do Team PRF voltou a alinhar no Morocco Desert Challenge; com a Toyota Hilux preparada pela MRacing. Mas tal como aconteceu o ano passado, depois de algumas etapas entre os primeiros, atrasaram-se e não mais recuperaram. Aliás, a corrida terminou mais cedo para os homens de Leiria.

Logo na primeira etapa, à saída de Agadir, conseguiram colocar-se no comando, apesar de terem sido os segundos mais rápidos. O vencedor da etapa foi Erik Van Loon. Também numa Toyota Hilux, o holandês recebeu uma penalização que fez trocar de posição com os portugueses.

Na segunda etapa, Van Loon voltou a ser o mais rápido e recuperou a liderança. Sem, contudo, que Paulo Ferreira e Jorge Monteiro perdessem de vista a pick-up do holandês. A meio da prova, depois de cumpridas quatro etapas, os nossos compatriotas, permaneciam no segundo posto. E a discussão pela vitória mantinha-se em aberto.

Problemas eléctricos a dois dias da chegada

Paulo Ferreira e Jorge Monteiro 10
A dois dias da chegada, Paulo Rui Ferreira e Jorge Monteiro (à esquerda e á direita), conheceram problemas eléctricos que deixaram a Hilux parada bastante tempo. Mas não desistiram

Tudo se precipitou na sexta etapa. Foi a jornada que conduziu a caravana a um dos lugares que os aventureiros portugueses que demandam Marrocos melhor conhecem: as dunas do Erg Chebbi, em Merzouga. Quase ao mesmo tempo que Erik Van Loon capotava aparatosamente, a 180 km/h, também a Toyota de Ferreira e Monteiro ficou parada na pista.

Os portugueses acabaram por conseguir concluir a etapa, mas perderam cerca de três horas. E, acima de tudo, desperdiçaram uma oportunidade única de regressarem à liderança. Do segundo lugar, desceram para a sétima posição.

Esta sexta-feira, na penúltima etapa, o desafio que Ferreira e Monteiro tinham pela frente era recuperar posições. Num sector selectivo bastante longo, com cerca de 440 quilómetros cronometrados, podiam ir mais longe. Mas voltaram a atrasar-se. E desta feita, de forma irrecuperável.

A quase uma centena de quilómetros do controlo final, “cometi um erro”, admitiu Paulo Rui Ferreira. O piloto não se apercebeu de uma vala mais profunda e a Toyota Hilux “sofreu um impacto fortíssimo”, adiantou. Mesmo danificada, a pick-up pôde prosseguir até ao final. Mas a equipa afundou-se ainda mais na classificação.

Abandono com a chegada quase à vista

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A queda numa vala profunda resultou num impacto muito forte, que danificou a Toyota dos portugueses. E recuperá-la para o último dia era um esforço desnecessário

Pior do que averbar mais uma hora de atraso para os primeiros, foi constatar que era inútil reparar a Toyota. Os danos eram demasiados e com os meios disponíveis no local não ficariam perfeitamente reparados. Além de que, como salientou Paulo Ferreira, “a última etapa já não adiantava nada”. Por isso, para a equipa nº 303, a corrida terminou mais cedo!

Seja como for, para Paulo Ferreira, esta presença no Morocco Desert Challenge não foi em vão. “Viemos para nos divertirmos e competir com pilotos de elevado nível, numa prova muito competitiva. Não acabou como gostaríamos, mas o balanço é positivo. E havemos de voltar!” – promete o líder do Team PRF.

Para o registo, fica a vitória final dos buggy’s MD dos franceses Remy Vauthier/Jean-Michel Polato e Jérôme Pelichet/Pascal Laroque. Entre estas duas equipas, houve apenas sete minutos e 27 segundos de intervalo. O Volkswagen dos espanhóis Fernando Alvarez e Sergio Lafuente ficou em terceiro, a mais de três horas do vencedor!

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